A Coruja Literária

Olá, corujas!

Estão curtindo o visual novo do blog? Ano novo de cara nova. Nada mais justo não é mesmo?! 
Eu estava aproveitando o clima das promoções de Black e fim de ano para dar uma olhada em algumas edições de colecionador que estão na minha wishlist então tive a ideia de fazer um post com algumas edições super maravilhosas e que valem muito a pena adquirir. Vou incluir edições em inglês também porque para mim as edições mais bonitas são as estrangeiras. Coloquei um vídeo mostrando cada edição para vocês babarem junto comigo. E deixem aí nos comentários se vocês lembrarem de algum livro e acharem que ele merece estar nessa lista, adoraríamos saber.

1. Clube da Luta


Os homens tem um tipo especial de relação com esse filme (e poderoso chefão também, acho que é algum tipo de conexão com a masculinidade deles haha) e como eu adoraria compreender isso, achei que seria uma boa conhecer a história. Vi hoje em uma loja física a edição de colecionador desse livro, e gente... É MA-RA-VI-LHO-SA! Você não precisa nem ser fã para amar. A capa tem uma textura de papelão super maneira, as ilustrações da contra capa são lindas e essa edição tem a história em prosa e depois o roteiro do filme. Na Black Friday desse ano (2017) o livro chegou a custar R$ 30, então vale a pena pesquisar preços e ficar de olho já que atualmente ele está chegando a R$87.

2. Edgar Allan Poe: Medo Clássico



Se você curte um suspense/terror uma obra do mestre Poe é mais do que digna de um lugar na sua estante, principalmente essa edição da DarkSide que reúne vários contos do macabro titio Poe. Sou louca para ler porque Edgar Allan Poe é clássico, essa edição só me deixou com mais vontade ainda.

3. Red Queen Collector's Edition



A Rainha Vermelha foi um livro que eu li há alguns anos, logo que lançou. Simplesmente amei o livro, consegui até fazer minhas duas amigas lerem. Esse livro é daqueles que ou as pessoas amam ou elas odeiam (e com sinceridade, não sei porque elas odeiam). Essa edição é britânica e foi lançada recentemente. Foi minha aquisição de Black Friday, estava por R$40, metade do preço.

4. Harry Potter and The Philosopher's Stone 20th Aniversary Edition




Edição britânica comemorativa de 20 anos de publicação do primeiro livro da saga. Esse eu comprei em pré-venda ainda porque não resisti, e é MUITO lindo. Não me canso de ficar babando e alisando essa edição. Sou louca por livros com jacket e esse tem uma jacket linda, com desenhos em alto relevo, e a capa por baixo é toda preta com letras metalizadas na lateral, as páginas na lateral são das cores das Casas de Hogwarts e esse é o maior charme do livro. Dentro tem informações sobre a Casa em questão - como fundador, fantasma e relíquia -, tem um mapa da escola e até um quiz para testar se você é fã mesmo haha. Simplesmente magnífico.

5. Alice in Wonderland & Other Stories


Vocês conhecem as edições da Barnes and Noble com capa de couro? É cada livro lindo... Meu sonho de princesa é conhecer a Barnes and Noble nos EUA. Sou apaixonada por Alice no País das Maravilhas e essa é a edição mais linda que eu conheço. A lateral do livro é dourada! Cobiço ela há uns três anos mas nunca compro. Durante o ano o livro fica quase R$100 mas em período de Black Friday desce para cerca de R$55. Juro solenemente comprar em 2018 haha. Esse é um livro que eu preciso ter na coleção.

6. Instrumentos Mortais - Cidades dos Ossos & Cidade das Cinzas


Edição lindíssima, tem páginas pretas que eu amo. Cada livro desse vem duas histórias, porém a Record, editora responsável pela publicação do livro, ainda não lançou a última edição, com os dois últimos livros. E nem tem previsão de lançamento. Tenho apenas o volume dois dessa edição, comprei primeiro porque estava super barato 😂. A capa é holográfica!! A edição é um charme, gente.

7. City of Bones - 10th Aniversary Edition



Edição comemorativa de 10 anos, super maravilhosa. Ilustrações lindas, lateral dourada... o sonho de qualquer fã, até quem não é fã baba. O livro foi lançado não tem tanto tempo então o preço ainda está meio alto, acho que vale a pena esperar mais um pouquinho. Mas esse certamente é merecedor de estar nessa lista.

8. Guerra dos Tronos Edição Ilustrada





Um clássico desses, bicho?! haha Minha vontade de ler esse livro duela com a minha preguiça. Mas podem dizer, essa edição ilustrada deixa qualquer um com vontade de ler esse livro. Já amo. E essas ilustrações maravilhosas aí?! Céus!

9. Fangirl - Exclusive Collector´s Edition


Mais uma edição estrangeira para a lista. Sabe aquele autor que você é louco para ler algo? Eu tenho isso com a Rainbow Rowell. Os livros dela são uma gracinha, as capas são super fofas e as histórias também parecem muito boas. Gente, já amo essa edição de colecionador de Fangirl- que eu acabei encontrando por acaso -, preciso comprar para ontem. Lindíssima, não?

10. Carve The Mark


A Yasmim - para quem não sabe, minha parceira de blog - é louca pela Verônica Roth. Nunca li a série Divergente (prometo ainda ler, Yasmim) mas já estou louca para adquirir Carve The Mark, o último livro lançado pela autora, que já tem no Brasil mas não em uma edição maravilhosa assim. A capa do livro sem jacket - e com jacket - é maravilhosa, tem uns detalhes muito bonitos. Já quero! Infelizmente não consegui achar um vídeo mostrando o livro, mas achei uma foto que, por hora, terá que servir.

11. Melancia Edição Especial

Como foi que eu não achei um vídeo no Youtube sobre esse livro??? E essa capa maravilhosa? A Carina Rissi foi quem escreveu a apresentação do livro e isso só me faz querer mais ele. Amo Carina Rissi. Já vi esse livro em uma lista de livros tristes aí que fiquei louca para ler, tenho uma queda por livros sad. 
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Olá, corujas!

Dando continuação as resenhas de As Crônicas de Nárnia, hoje eu vim falar sobre o segundo livro, aquele que muita gente deve conhecer por causa do filme, O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa.

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Nome: As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa
Autor: C. S. Lewis
Número de Páginas: 87
Editora: wmf Martins Fontes
Estrelas: ★★★★
Sinopse: ´Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado´, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Susana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.













Durante a guerra as crianças de Londres são mandadas para casas no campo, por causa do perigo dos ataques aéreos. Foi assim que Lúcia, Edmundo, Suzana e Pedro foram parar na casa de um velho professor (que por acaso é o menino do livro anterior. Lembram? O Digory). Lá, os quatros irmãos encontrarão um armário que os levará para o mundo encantado de Nárnia. Um lugar longe dos horrores da guerra, um lugar onde os animais falam e tudo é belo, ou pelo menos costumava ser, antes da Feiticeira Branca assumir o controle. Agora o inverno é eterno e o Natal nunca chega. Porém, há uma profecia que diz que dois filhos de Adão e duas filhas de Eva chegarão e junto com eles virá Aslam, então o reinado da terrível Feiticeira Branca terá fim e será verão novamente em Nárnia.

É um livro bem curtinho, como o anterior, então é uma leitura rápida e gostosa. Eu lembro que da primeira vez que li As Crônicas de Nárnia eu pulei esse livro porque já tinha assistido o filme (nessa época eu era apenas uma mera mortal, como percebemos... Por que que leitor faz isso?). E para dizer a verdade não fez muita diferença, o filme é a cópia do livro, por ser um livro pequeno eles puderam ser bem fiéis.

Edmundo foi o personagem que eu mais odiei, sem dúvidas. Odeio pessoas mentirosas e quando ele diz aos outros que Lúcia está imaginando Nárnia mesmo já tendo estado lá, eu formo minha opinião sobre ele e olha que isso é só o começo. No decorrer do livro ele faz muita besteira mas no final acaba se redimindo, e se Aslam diz que ele está arrependido é porque é verdade. Eu vejo Aslam como um ser simplesmente magnífico. Sábio, poderoso, perigoso e bondoso. Amei vê-lo de volta a Nárnia. O livro é bom, recomendo, mas vou dar só quatro estrelas porque eu sei que os próximos é que merecem as cinco.
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Olá, corujas!

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Esse é um post especial sobre o livro Mulheres, de Charles Bukowski. A leitura não faz o meu estilo, mas as frases são muito boas. Então resolvi trazer algumas para vocês refletirem. Conheçam Mulheres em 21 frases:

1)  Li certa vez que todos os homens traem, de um jeito ou de outro. Será?
- Você fala como se beber fosse o mesmo que sair com outra mulher. 
- É pior. 
2) O raro momento em que o protagonista se sente ferido e traído:
Não há cura para dor, a menos que você conheça alguém capaz de entender seus sentimentos e saiba como ajudar. 
3) Amor não funcionou muito bem para Hank e ele decidiu que era melhor viver sem ele...
As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam se chatas, psicóticas. Podem se tornar assassinas. 
4) Ai de nós se não achássemos...
Às vezes você acha bondade no meio do inferno. 

5) Sem dúvidas um eremita:
 Festas me davam ânsia de vômito. Me irritavam as boas maneiras, o jogo social, o flerte, os bêbados amadores, os pentelhos. 

6) Uma coisa interessante do personagem é que ele está sempre consciente das coisas que cercam seus atos. 
 As pessoas parecem não saber direito lidar com a coisa. Por isso, transformam o sexo num brinquedo. Um brinquedo que destrói gente. 
7) Sim, sim, sim...
São poucas as mulheres bonitas que se dispõem a deixar claro em público que pertencem a alguém. Conheci mulheres o suficiente para saber disso. 
8) Quase um ditado popular:
O começo de um relacionamento era sempre a parte mais fácil.
9) Uma coisa que fica bem clara depois de ler o livro: 
Nunca achei correto estar sozinho; às vezes, era até bom, mas nunca achei correto. 
10)  Isso daria uma longa discussão filosófica... (debati isso na aula de ciências humanas e sociais da faculdade)
Sou prisioneiro dos meus hábitos, dos meus preconceitos.
11) Wake up kids we got the dreamers desease... 
Todos nós somos doentes de sonho, por isso estamos aqui. 
12) Às vezes o puxão de orelha tem que vir de alguém de fora.
Ninguém dá ouvidos a uma voz conhecida. As vozes se tornam parte da pessoa, como as unhas. 
13) Para quando tudo na vida der errado...
Sei que não ajuda muito, mas tente se dar conta de que isso acontece com todo mundo, pelo menos uma vez. 
14) Sobre aquele boato de mulher não ter coração... Verídico!
Elas (mulheres) podem te amar por um tempo; mas um dia dá um click, e, então, veem você morrendo atropelado na sarjeta e ainda cospem em cima.
15) Filosofia de boteco
Esse é o problema com a bebida, pensava, enquanto enchia o copo. Se acontece uma coisa ruim, você bebe pra esquecer; se acontece uma coisa boa, você bebe pra comemorar; se não acontece nada, você bebe pra que alguma coisa aconteça. 
16) E no final das contas talvez frieza não seja um problema apenas das mulheres 
[...] ela nos explicou que os animais têm alma também. Ninguém contestou suas opiniões. A gente sabia que era possível. O que a gente não tinha certeza é se nós tínhamos uma. 
17) Amor associado a lixo e mijo é só com Bukowski
O amor é bom para os que aguentam a sobrecarga psíquica. É como tentar carregar uma lata de lixo abarrotada nas costas, nadando contra a correnteza de mijo.
18) Desapega, desapega. Anuncia na OLX.
Fiquei pensando como eram difíceis as separações. Mas era só mesmo rompendo com uma mulher que se podia encontrar outra. 
19) Também não é assim vai...
As relações humanas nunca funcionavam mesmo. Só as primeiras duas semanas tinham alguns tchans; a partir daí, os parceiros perdiam o interesse. Caíam as máscaras e as verdadeiras pessoas começavam a aflorar: maníacas, imbecis, dementes, vingativas, sádicas, assassinas. 
20) Essa foi profunda
A sociedade moderna tinha criado seres à sua imagem e semelhança e eles se festejavam mutuamente num duelo com a morte, dentro de uma cloaca. 
21) Afinal... nunca se sabe...
Ninguém tem muita certeza do que vai fazer ou não. Nem você tem certeza do que é capaz de fazer.
Tem resenha do livro aqui no blog e tem o vídeo também. Confiram:


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Olá, corujas! 

A resenha de hoje é especial, primeiro porque eu também fiz um vídeo comentando o livro e é o meu primeiro vídeo sozinha haha, segundo porque esse livro é meio que um clássico (que depois de ler eu me pergunto por qual motivo...) e eu já estava há um bom tempo com vontade de lê-lo. Vamos à resenha. 

Resultado de imagem para mulheres charles bukowskiNome: Mulheres 
Autor: Charles Bukowski 
Número de Páginas: 320 
Editora: L&P Pocket 
Estrelas: ★★★
Sinopse: “Eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia pra cama com nenhuma mulher.” Este é Henry Chinaski, Hank, escritor, alcoólatra, amante de música clássica, alter ego de Charles Bukowski e protagonista de Mulheres. Mas este não é um livro convencional – nem poderia ser, em se tratando de Bukowski – no qual um homem está à procura de seu verdadeiro amor. Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia – e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, Mulheres, o terceiro romance de Bukowski, é a essência de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem. Escrevendo em prosa, Bukowski poetisa a dureza da vida e nos dá uma pista: “ficção é a vida melhorada”. 



Um bom decote faz milagres. 
Henry Chinaski é um escritor alcoólatra de 50 anos - e há 4 ele não ia pra cama com nenhuma mulher, coisa que ele deixa bem clara na primeira frase do livro. Henry escreve livros de poesia sobre mulheres e sobrevive de leituras que são feitas em universidades, clubes e livrarias. O fato de os poemas serem sobre mulheres parece fazer com que todas elas caiam aos pés dele. As leitoras parecem amá-lo, os homens o admiram. Chinaski já teve dois relacionamentos e de um desses relacionamento nasceu uma menina, com a qual ele não tem nenhum contato. Devido ao fim infeliz de ambos os relacionamentos, Henry Chinaski parece ter desistido completamente de qualquer relação séria. Ele se dedica agora apenas a conhecer as mulheres da forma mais íntima possível, levando-as para cama, com o único objetivo de estuda-las, compreendê-las e transformá-las em poesia... pelo menos é o que ele gosta de dizer para si mesmo... 
As pessoas são interessantes no início. Aos poucos, porém, todos os defeitos e loucuradas botam as manguinhas de fora, é inevitável. Começo a significar cada vez menos para as pessoas, e elas para mim. 
Não tenho muito o que contar da história porque ela se resume a perversão do protagonista. O Henry é um cara solitário - ele odeia muitas pessoas - que bebe demais e transa demais. Além do vício em bebida, Chinaski tem uma fixação pelas corridas de cavalo. Pelo modo como as coisas transcorrem no livro, o jeito como Chinaski vive, na imundície e sempre bêbado, eu acreditei que ele fosse um poeta fracassado, mas, incrivelmente, não. 
As relações humanas são estranhas. Quer dizer, você passa um tempo com uma pessoa, comendo, dormindo, vivendo e amando, conversando com ela, indo aos lugares – e, um dia, tudo acaba. 
Eu achei o livro grotesco, essa é a verdade, o uso de certas palavras torna o livro comicamente ridículo. No livro todo Henry conhece mulheres com o único intuito de transar. A parte surreal é que todas as mulheres transam com ele (elas tem entre 20 e 35 anos e ele CINQUENTA). Ele faz o convite depois de meia dúzia de perguntas e elas simplesmente aceitam. Claro, são mulheres sem muita classe, e isso pode ser afirmado até mesmo pelo lugar onde ele mora, numa região pobre de Hollywood, Los Angeles. Hank, como Chinaski parece ser apelidado, só vive bêbado. Álcool é como ar para ele, se não tiver ele não consegue viver. Henry recebe sempre muitas cartas, na maioria das vezes de mulheres. O engraçado é que elas estão sempre muito dispostas a pegar um avião e se hospedarem na casa do escritor. As cenas de sexo do livro são descritas de maneira crua e... grotesca.
De onde vinham todas as mulheres? A fonte era inesgotável. Cada uma delas era única, diferente. 
O final do livro conta com uma pequena biografia do autor. O que eu consegui concluir com isso? Que o livro é na verdade uma autobiografia e nela o autor acrescentou uma coisa que ele provavelmente gostaria de ter: muitas mulheres. Durante todo o livro o personagem fica naquela mesma coisa: conhece uma mulher, passa um tempo dormindo com ela, larga, conhece outra, ficam por uma única vez, nunca mais se veem, conhece outra mulher... assim vai. Você espera uma mudança do personagem no final, mas Bukowski deixa ela a cargo da sua imaginação. 

O livro trata intensamente de sexo, prostituição, alcoolismo e drogas. Segundo a biografia, esse é um traço marcante do autor. A leitura não me agradou, a escrita do autor não faz o meu estilo. Acabou de me ocorrer que Bukowski escreve do jeito que eu imagino a escrita do Marques de Sade. Entretanto, me aventurarei por mais livros dele em breve.

Também vou fazer um post aqui com as quotes do livro porque tem umas bem legais. Confiram o vídeo:


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Olá, corujas!

Vocês se lembram qual foi o primeiro livro que vocês leram? O meu foi uma versão adaptada de Os Miseráveis (e o segundo foi As Crônicas de Nárnia, parece que estou destinada a clássicos), o livro apresenta uma história bem resumida do clássico. Já li muitos livros e nunca reli nenhum deles, o único que eu reli, e mais de uma vez, foi minha versão adaptada de Os Miseráveis, e, preciso dizer, chorei no final todas as vezes. Quando eu li, e por muitos anos depois, eu achei que aquele fosse o livro original. Assim que descobri sobre a existência de outra versão, a que era realmente a original, decidi que a leria, melhor, decidi que eu teria aquele livro.

Cobicei por muito tempo aquela versão linda da Martin Claret, até que ano passado, no meu aniversário, ganhei ela de presente (imaginem o meu êxtase quando pude finalmente tocar o livro que eu mais quis na minha vida <3). Comecei a ler o livro por volta da primeira semana de novembro e no dia 11 de fevereiro desse ano eu pude finalmente terminá-lo. A cada página o meu amor aumentava. Então, aqui vai a resenha para vocês, espero que se sintam motivados a ler (É FASCINANTE).

Nome: Os Miseráveis
Autor: Victor Hugo
Ano: 1862
Número de Estrelas: ★★★★★ +♥
Sinopse: Esta obra é uma poderosa denúncia a todos os tipos de injustiça humana. Narra a emocionante história de Jean Valjean, o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. Os Miseráveis é um livro inquietantemente religioso e político.









O resumo:

Preso por roubar pão para alimentar seus sobrinhos famintos e órfãos de pai, Jean Valjean passa 19 anos sofrendo castigos, maus tratos e fazendo trabalhos forçados nas Galés. Depois de libertado ele vaga sem destino com o pouco que recebeu ao sair da prisão. Ao chegar a cidade de Digne Jean tenta se hospedar em diversos lugares, entretanto a notícia de que ele é um ex-forçado das Galés logo se espalha e ninguém o aceita. Até que, cansado de tentar, ele desiste e resolve se deitar no banco da praça. É quando uma mulher o encontra e manda que ele vá até a casa do Monsenhor Bienvenu, o bondoso bispo da cidade. Lá ele é aceito. Esse é o lugar que mudará a alma de Jean Valjean.

O Monsenhor Bienvenu é um homem bondoso que vive apenas com o extremamente essencial. Grande parte do que o velhinho recebe ele doa aos necessitados. Quando Jean Valjean entra naquela casa ele é um homem perigoso, endurecido pela vida e com um coração negro. Contudo, o bispo o abriga e alimenta. Jean acaba por fugir levando os talheres de prata do bispo. Mais tarde, ele é trazido de volta à casa do homem por oficiais que o acharam com os talheres. Jean está pronto para ser acusado e novamente condenado. Mas o bispo não o incrimina, alega ter doado os talheres e pede a Jean que também leve os castiçais de prata. Essas eram as únicas coisas de valor que o bispo mantinha e das quais realmente gostava, mesmo assim ele os doou. Uma ato supremo de bondade. Jean parte atordoado e nesse momento uma mudança começa em seu interior.

Fantine era uma bela jovem que se entregara ao amor por um homem que acabou abandonando-a. Desse relacionamento nasceu Cosette. Desempregada e com uma filha, Fantine resolve voltar a sua cidade natal. Com Cosette ela não conseguiria um emprego. Ao passar por uma cidade vizinha a sua ela encontra duas belas meninas brincando e a mãe as vigiando. Essa cena dá a Fantine a ideia de deixar sua filha com eles e voltar para buscá-lá quando tiver dinheiro suficiente. O casal Thénardier aceita ficar com a menina, com a condição de que a mãe mande dinheiro para cobrir as despesas da criança. Mal sabia aquela mãe devota que estava deixando sua filha com um casal de vigaristas. Em sua cidade natal Fantine consegue um emprego e tudo vai bem, até que uma fofoqueira da cidade investiga sua vida e descobre sobre sua filha. Fantine é despedida. Sem renda, com muita dívida e pouco dinheiro ela passa a fazer o que pode para conseguir cumprir com o combinado. As exigências dos Thénardier aumentam cada vez mais, desesperada, temendo que sua filha seja colocada na rua, Fantine não vê outra saída, ela vende sua beleza e sua dignidade por amor a filha.

Na miséria, longe de sua filha e com uma doença violenta ela começa a ser ajudada por Madeleine, o prefeito da cidade, que ali chegou há muito tempo como forasteiro, fez fortuna e prosperou o lugar. Ele é, na verdade, Jean Valjean. Infelizmente, Fantine não resiste, porém antes de morrer Jean Valjean, ou melhor, Madeleine havia prometido que buscaria Cosette. Ao mesmo tempo a identidade do ex-forçado é descoberta por Javert, um incorruptível homem da lei. Jean acaba preso, foge e depois volta a entregar-se, no entanto, não permanece em cárcere por muito tempo, ele forja sua morte e escapa. Agora ele precisa achar Cosette.

Cosette foi transformada, logo depois da partida de sua mãe, na empregada dos Thénardier. A pobre criança era mal alimentada e mal vestida, passava frio, fome e apanhava muito. Assim que Jean Valjean a encontra ela aparenta ser muito mais velha do que realmente é. Jean é o anjo vingador de Cosette, ele a leva embora e a protege. Com o passar dos anos ele se afeiçoa muito a menina, ela se torna tudo para ele e ele para ela.

O tempo passou, Cosette agora é uma bela mulher. Aparece então Marius Pontmercy. Assim, toda a alegria e relativa segurança de Jean se veem ameaçadas pelo amor que surge entre os jovens.

Minha opinião:

Reflexivo e totalmente tocante. O clássico partiu meu coração em muitas ocasiões, pude sentir a dor dos personagens. Sobre a leitura: Não achei difícil. Acho que se você conhece a história e já sabe mais ou menos o que vai acontecer fica melhor, te ajuda a passar pelas partes menos legais com mais determinação. Uma coisa muito interessante no livro é que não é apenas história, é História também (Entenderam?? Haha). Victor Hugo fala muito sobre a história da França, conta os momentos históricos para que o leitor entenda melhor o livro. (Coisas que acrescentam a nossa inteligência são sempre muito bem vindas.) Essa pode ser a parte mais lenta da leitura (isso não vai ser problema para quem ama História). Para mim foi, confesso, apesar de eu ter certo interesse em história. Mas vale muito a pena. Eu li tudo em aproximadamente três meses e meio, isso porque quando comecei a leitura era época de vestibular e eu não lia muito. Sobre os personagens: Jean se tornou totalmente bondoso. Cosette é bela e pura (imagino ela uma espécie de anjo, com direito até a luz celestial de fundo). Marius é um rapaz nobre e que despertou meu profundo ódio, mas passou... ainda bem. Fantine não tem participação longa no livro mas as cenas dela são muito tocantes. O que ela faz por amor a filha... é lindo (só de lembrar já me entristeço). Ela foi uma mártir. Um personagem que eu amei? Gavroche. Por quê? Ele era um garoto de rua, um filho dos Thénardier que eles abandonaram, ele estava sempre cantando, feliz, apesar de tudo, tinha um coração grande e era esperto. O final do livro me emocionou mais do que todas as outras vezes, talvez por eu saber de tudo mais a fundo dessa vez (encerrei o livro com grande estilo e muitas lágrimas, teve direito a Bon Jovi fazendo trilha sonora, Thank You For Loving Me combinou perfeitamente).

Minha paixão por esse livro é imensurável, não me canso de repetir que o amo. Já pretendo reler. Sem dúvida, o melhor livro da minha vida. Nem os livros que me fizeram chorar despertaram emoções tão fortes como esse livro fez.
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Duas garotas de exatas apaixonadas por literatura, amigas com um vício pela leitura e uma paixão por viajar, mesmo que dentro de um livro. Em um belo dia resolvemos dividir com o mundo um pouquinho de tudo isso e assim surgiu A Coruja Literária. Sejam bem-vindos! Esperamos que gostem e que voltem sempre. Posts novos toda terça e sexta às 8:30.


Por Andrezza & Yasmim

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